Entrevistas

20/5/2020
Um presente de Lucio Flavio


Lucio Flavio em visita ao Nilton Santos – Foto: Pamella Lima


Há doze anos, conseguimos o contato do Nilton Santos e, com um pouco de audácia e coragem, nos convidamos para visitá-lo, pois sabíamos que era a véspera do seu aniversário – 15 de maio de 2008. A Cris (Cristina Saraiva, do Arena Alvinegra) teve a ideia de chamar o Lucio Flavio para uma surpresa. Sua identificação com o clube era grande e seria uma forma legal de reaproximar o Nilton (o Botafogo o ajudava, graças a uma iniciativa do então presidente Bebeto de Freitas) da torcida e do clube, socialmente. Dali em diante, nossas vidas mudaram. Algumas dessas histórias são compartilhadas no site. Outras ficam no cantinho sagrado do coração. Nada disso foi possível sem a confiança da Maria Coeli.

Sobre aquele dia, deixamos a palavra com Lúcio Flavio, Campeão Carioca em 2006 e 2010. Atualmente, auxiliar técnico do Paraná Clube, ele vem se especializando na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e já manifestou a possibilidade de um retorno ao Botafogo. Será? O futuro não conhecemos, mas a história, ele conta para nós.

Site NS: Quando recebeu o convite para visitar o Nilton Santos, você aceitou na hora. Por quê?

Lucio Flavio: Eu não pensei duas vezes. Para quem sempre foi apaixonado por futebol, pela sua referência no futebol brasileiro e por eu estar no Botafogo, queria ter a oportunidade de conhece-lo pessoalmente.  Para mim, seria mais que um prazer e de fato foi isso que aconteceu.

Site NS: O encontro teve direito a bolo, presente e até tietagem. Foi marcante para você?

Lucio Flavio: Foi muito especial. Quando você se encontra com alguém que teve uma história tão linda no futebol, que já viu em fotos, em vídeos, é fascinante e até indescritível. Ficou na minha memória.

Site NS: Quando era pequeno, quem eram os seus ídolos no futebol? Já esteve com algum?

Lucio Flavio: Quando pequeno, eu curtia muito o campeonato italiano e tinha dois jogadores que eu gostava muito: o Careca, que jogava no Napoli, e o Maradona. Também gostava muito do holandês Van Basten. Eles me marcaram muito na infância, mas não tive oportunidade de conhece-los pessoalmente. Embora, eu não tenha visto o Nilton Santos jogar, foi marcante encontrá-lo.

Site NS: Você teve uma identificação forte com o Botafogo. Se surgisse uma proposta para voltar ao clube, você o faria?

Lucio Flavio: Eu fui capitão, fiquei como um dos atletas que mais atuou com a camisa alvinegra (foram 239 jogos e 64 gols) e acabei criando uma identidade. Como ainda estou no meio do futebol, a chance desse retorno acontecer no futuro existe. Como profissional da área, eu tenho que me preparar, me condicionar e, se isso acontecer, será um enorme prazer.

Site NS: Para finalizar, do que mais você sente saudade do tempo em que atuou no Botafogo? Algo em especial?

Lucio Flavio: O tempo não volta, mas é sempre bom recordar os momentos que tive no Botafogo. Não só pela convivência com os funcionários e atletas, mas o respeito do torcedor. Treinávamos bastante em General Severiano e tínhamos uma proximidade com o torcedor de uma forma bem bacana. É certo que a saudade existe em razão de tudo isso e o legal da nossa história é que ficou esse sentimento, que é o que nos move como ser humanos.



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